quinta-feira, junho 9

Amou e foi amado da maneira que podia
E na abóboda celeste além do stratocumulus
O cosmonauta constatou:
“Cada um carrega a sua cruz”

terça-feira, maio 3

A garça mora no morro
Durante o dia voa até a lagoa pra se alimentar
Não distingue feriados
Natal, Ano Novo, Páscoa ou jogo de final
O seu relógio é o sol
Seu calendário é a posição dos astros no mar sideral
E vê a mãe que chora
O filho que comemora
A multidão calejada avançar
E vê a vela pra santa
O avião que levanta
A frente fria chegar e passar

domingo, abril 24


Pisando descalço nesse chão molhado
Deito do teu lado para relaxar
Fazendo fogueira, sem eira nem beira
Deitado na esteira vendo o luar
Pego o meu violão
Canto uma canção que já fez maluco se por a dançar
Aquele doce
Que derrete a mente no desembaraço desse meu cantar
Aquela morena
De saia pequena com seus olhos grandes parece voar
Hoje na natureza
Não importa a feira é dia de doideira e não de trabalhar

Conforme disseram as vozes





Naquele dia comecei a ouvir as vozes
Que me falavam coisas sobre o meu destino
Do dia em que eu me tornaria de um sujeito ordinário
A um sistemático assassino
Eu esperei, conforme disseram as vozes
Pelo sinal do final do nosso tempo
E então passei pela mensagem revelada
Logo na entrada de um grande estacionamento
Não entendia direito todas as vozes
Mal compreendia qual era o objetivo
No entanto, tão rápido que se fala
Enchi o porta-malas do carro com os explosivos
Estacionei, conforme disseram as vozes
Na lateral, junto às portas do cinema
Senti pena pelos carros importados
Mas as vozes garantiram que valeria a pena
E de repente cessaram todas as vozes
Como se nunca tivessem existido
Alívio que seria memorável
Se eu não fosse o responsável por um shopping destruído
E desde então nunca mais ouvi as vozes,
Mas eu duvido que isso mude a minha sorte
O meu futuro é um pouco incerto
Daqui eu sigo direto para o corredor da morte

sexta-feira, abril 22

Neve

O que você adquire e o que você vê?
Coisas que não vêm facilmente
Sentindo feliz em minha veia
cincelos dentro de meu cérebro
Algo chegando em minha cabeça
O gelo do inverno, esparramará logo
A morte deixaria minha alma bem gelada
Me deixa feliz, me deixa frio
Meus olhos são cegos mas eu posso ver
Os flocos de neve brilham na árvore
O sol já não me deixa livre
Eu sinto que nenhum lugar me gela
Você pensa que eu não sei o que eu estou fazendo?
Não me fale que está me fazendo mal
Você é o que realmente é um perdedor
Isto é onde eu sinto que eu pertenço
Mundo cristalino com flores de inverno
Voltas meu dia para horas congeladas
Falsamente cego pelo gelo ao sol
Minha idade de gelo sempre virá?

chegar ao topo

Complicações de um crime brilante.
Ultima tentação do meu tipo.
Sinal planetário extra.
Concordamos na hora perfeita ?
Certo ?
Chegar ao topo, chegar ao topo
Alcanse-me, venha me pegar, eu trapasseio!

quinta-feira, abril 21


Antropologicamente falando é interessante
Ingerir alimentos que contenham corante
Criar imagens de deuses com formas de elefante
Não cortar o cabelo quando a lua é minguante
Simpatizante do sistema que simula flagrante
Palavra escandinava que só tem consoante
Refletir sobre isso tudo do alto de um mirante
Já bem disse Raul, metamorfose ambulante?

quarta-feira, abril 20

Palmas pra você
Que ainda acredita na vitória
E os que são de paz
Não desiste dos seus ideais
Ser bem sucedido
Não é ter um Audi A3
É ter lucidez
E não se entregar a estupidez
Pedi minhas contas, viajei e caí no mundão
Vou ver o mundo tendo o mundo como anfitrião
Florestas, rios, cidades e litorais
Pessoas, sentimentos, tradições e rituais
Colocarei meus pés em trilhas, pedras, manguezais
Fazendo o elo entre meus filhos e meus ancestrais
Serei sincero com o meu verdadeiro ser
Quero servir, quero ensinar, eu vim pra aprender
Num sonho eu era como o vento e podia voar
Voei pra ver as maravilhas de cada lugar
Dancei com os índios, mergulhei entre os corais
Troquei idéia com um coroa que era demais
Vi dreadlocks e confetes bailando no ar
E três amigas se abraçavam de se transbordar
Agradecido, aplaudi o pôr-do-sol
Por onde for terei seu fogo como o meu farol!

Eremita

Suponhamos que eu jogue uma pedra num rio
E essa pedra assuste um peixe que aí saia saindo
Quanto à ordem natural e ao que chamamos destino
Estaria participando ou estaria interferindo?
Trajava sunga e nunca usara um terno
Pensava ser um eremita moderno
Dizia "ao reino da alegria me entrego
Porque aqui jaz o cadáver do meu ego"

sábado, abril 16

Não gosto do tempo... As horas passam lerdamente ou rápida pra cacete, mas nunca na velocidade que esperamos.

sexta-feira, abril 15


Se eu decidir pegar estrada
Bolsa nas costas e os pés no chão
Se hoje eu vi o sol nascer
Caminhei muito pra poder ver
Dexei pra trás pessoas que amo
Mas um dia eu vou voltar
E agradeço muito à Ele
Ao nosso grande DEUS e Jah
Rastafare
Jah mãe falou que a maré pode levar
Mas se um dia eu me for
Numa onda eu vou voltar
Jah mãe falou
Deixa o amor ir navegar
Porque se esse amor for seu
Logo o mar devolverá

quarta-feira, abril 13

Preciso de um remédio que cure essa saudade
Que diminua a dor que no meu peito invade
Que me cure ou me ajude a esquecer.
Preciso de um antídoto que salve esse amor,
que tire os sintomas que me causam dor.
Eu não sei mais o que vou fazer,
se pra curar o meu remédio é você

eeeeta trem bão!